Todos os números que usamos, e de onde eles vêm.

As páginas dos fornecedores estão cheias de estatísticas que ninguém consegue rastrear. O nosso site é diferente. Nesta página você encontrará cada número que citamos, com a fonte primária, o ano e os detalhes. Quando um dado se baseia em nossas experiências, dizemos. Se não conseguirmos validar as informações, elas não constarão em nossos documentos nem em nosso site.

Última revisão: setembro de 2026.

O que sustenta um escopo de pintura

  1. Dois profissionais avaliando o mesmo aço podem divergir em mais de 100%. Em ensaios de campo em que vários inspetores avaliaram os mesmos elementos, o coeficiente de variação ficou "tipicamente acima de 50%, e frequentemente acima de 100%". Fonte: Washer, Hammed, Jensen e Connor, "Quality of Element-Level Bridge Inspection Data", Transportation Research Record, 2674(2), 2020. Ressalva impressa: são dados de condição de elementos de pontes, e não de avaliação de pintura. Não existe estudo equivalente para avaliação de pintura, e publicamos essa lacuna em vez de escondê-la.
  2. Quem produz a estimativa não é neutro, e a razão é estrutural. Sobre a estimativa da extensão de áreas a reparar, o fabricante de tinta e a empresa aplicadora "ambos têm interesse em estimar para mais, e não para menos". Fonte: IMIA (International Association of Engineering Insurers), Working Group Paper WGP 126 (22), Coating Failures, revisado em 1 de setembro de 2022, página 24. Ressalva impressa: é um achado sobre incentivos, escrito por subscritores de seguro de engenharia. Não é acusação de má-fé, e não apresentamos como tal.
  3. Pintar bem durante a construção custa cerca de 10 dólares por metro quadrado; reparar depois, com o ativo em operação, pode chegar a 160. Fonte: IMIA, mesmo documento. Ressalva impressa: isso compara custo de pintura com custo de pintura, e nunca é apresentado como prova do custo de trocar uma estrutura.
  4. Reparo localizado, repintura sobre o esquema existente e remoção total ficam em 40%, 70% e 135% do custo original de pintura. Fonte: Ebrahimi, Khanlarian, Momeni, Ahmadi e Gallant, "Toward sustainable steel bridge maintenance: anti-corrosion coating systems", Journal of Coatings Technology and Research, 22(6), 2025, páginas 2293 a 2312, acesso aberto e revisado por pares. Ressalva impressa, e ela é a redação dos próprios autores: "presume-se que" os custos sejam esses. É uma premissa de custeio dentro de um modelo revisado por pares, apoiada ali em Helsel e Lanterman (2022) e Brevoort e outros (1996), e não um resultado medido daquele estudo. Por isso o nosso artigo escreve "presumida na literatura revisada por pares", e a ressalva viaja junto com o número.
  5. O custo em volta não para de subir: a pintura de manutenção subiu de 200% a 500% na última década. Só em exigências de contenção e de conformidade ambiental. Fonte: Bowman, Hagan e Hurdle, Steel Bridge Coating Evaluation and Rating Criteria, FHWA/IN/JTRP-2022/23, Purdue Joint Transportation Research Program para o INDOT, 2022. Ressalva impressa: é dado dos Estados Unidos, medido sobre pintura de pontes rodoviárias e dirigido por regulação americana de contenção e meio ambiente. O texto diz isso na própria frase, e não apresenta o número como brasileiro.
  6. O passivo federal de manutenção adiada dos Estados Unidos mais que dobrou, para US$ 370 bilhões, entre 2017 e 2024. E a conclusão do próprio órgão de auditoria é que ativos adiados "precisam de substituição prematura, que pode ser significativamente mais cara do que se a manutenção e os reparos tivessem sido feitos quando originalmente programados". Fonte: US Government Accountability Office, GAO-25-108400, abril de 2025. Ressalva impressa: é dado do governo federal americano, citado como tal e não como substituto de um número brasileiro. Não existe pesquisa equivalente no Brasil, e essa ausência é ela mesma um achado.
  7. A corrosão se inicia principalmente em quinas e soldas, com 50% a 90% das ocorrências atribuíveis a isso, e o mecanismo é espessura de película baixa. Fonte: Knudsen, Hagen, Skilbred, Bruaas e Naerland, "Root causes for corrosion on painted steel structures in marine environments", Materials and Corrosion, 76(6), 2025, SINTEF. Ressalva impressa: resumo verificado, versão da editora paga, cópia de autor no repositório aberto da SINTEF. Publicamos a faixa, e não um número por tipo de estrutura, porque não lemos os números por tipo de estrutura.
  8. Pela N-13, a medição de espessura de película seca cobre da ordem de 10% da área pintada, e em tubulação um ensaio a cada 25 metros ou fração. E nenhuma leitura pode ficar abaixo da espessura mínima especificada no esquema de pintura. Fonte: PETROBRAS N-13, Requisitos Técnicos para Serviços de Pintura. Ressalva impressa: é um instrumento de aceitação contratual, rigoroso e funcionando exatamente como foi desenhado. Ele não foi construído para dizer quanto de uma unidade precisa de pintura no ano que vem, e o site nunca o usa para isso.
  9. A própria ISO 12944 trata durabilidade como parâmetro de planejamento, e não como garantia. A norma define durabilidade como a vida esperada do esquema de pintura até a primeira manutenção relevante, e diz que ela "é uma consideração técnica e um parâmetro de planejamento que ajuda o proprietário a montar um programa de manutenção". Fonte: ISO 12944-1.
  10. Normas que citamos, e para que serve cada uma. PETROBRAS N-13 para amostragem e aceitação de espessura. ISO 12944-1 para durabilidade e ISO 12944-2 para as categorias de corrosividade. ISO 8501-1 para o grau de corrosão e os padrões fotográficos. ABNT NBR ISO 4628-3 e ASTM D 610 para o grau de enferrujamento. ABNT NBR 10443 para o método de medição de espessura. ABNT NBR 15877 e ABNT NBR 11003 para ensaio de aderência. Ressalva impressa: normas são documentos comprados ou de acesso restrito. Citamos a norma e o item, não reproduzimos o texto, e não dizemos ao leitor que ele pode comprar uma norma PETROBRAS, porque não pode.

Troca de pessoas no ambiente de trabalho

  1. Rotatividade acima de 50% ao ano no mercado formal brasileiro, com mais de 9 milhões de pedidos de demissão em 12 meses (de maio de 2025 a abril de 2026). Fonte: análises com base em dados do CAGED. Ressalva impressa: não é uma taxa oficial do governo; é o que as análises de mercado extraem dos microdados do CAGED, e isso é o que afirmamos.
  2. Repor um profissional qualificado custa entre um terço e duas vezes o salário anual dele. Fontes: Work Institute (piso conservador: 33% do salário-base) e Gallup (2019; metade a duas vezes). Ressalva impressa: não há número institucional brasileiro para o custo de reposição; usamos a faixa global e informamos que é global.
  3. Entre as indústrias brasileiras que sofrem com a escassez de mão de obra qualificada, 96% não encontram operadores. Fonte: CNI, Sondagem Especial 76, pesquisa de campo de 2019.
  4. Três em cada cinco trabalhadores da indústria precisarão ser treinados até 2027. Fonte: Mapa do Trabalho Industrial, SENAI/CNI.

Segurança e erro humano

  1. “It is estimated that up to 80% of accidents may be attributed, at least in part, to the actions or omissions of people.” Citação literal, no idioma original. Em tradução livre: estima-se que até 80% dos acidentes possam ser atribuídos, ao menos em parte, a ações ou omissões de pessoas. Fonte: UK Health and Safety Executive, HSG48, Reducing error and influencing behaviour.

O que o treinamento imersivo muda

  1. Alunos em VR aprenderam até 4 vezes mais rápido do que os de sala de aula em material comparável (cerca de 3 vezes, incluindo o tempo de preparação do headset). Fonte: PwC, The Effectiveness of Virtual Reality Soft Skills Training in the Enterprise. Usamos apenas as informações que se aplicam a diferentes casos de uso e setores.
  2. Alunos em VR ficaram 275% mais confiantes para aplicar o que aprenderam. Fonte: PwC, mesmo estudo.
  3. A pesquisa revisada por pares encontra o treinamento imersivo comparável ao tradicional em aviação, cirurgia, direção e tarefas de montagem, com redução de taxas de erro, ao mesmo tempo em que aponta os limites reais: desconforto de movimento, a ausência do tato e o risco de transferência negativa quando a simulação não representa fielmente a tarefa. Fonte: Frontiers in Virtual Reality, revisão, 2021.
  4. Não é um número, mas é citado: o desfecho de fracasso mais significativo da tecnologia imersiva corporativa é a parada entre piloto e programa, e as barreiras costumam ser organizacionais, não técnicas. Fonte: AR Insider, 2024. O nosso artigo sobre por que projetos de treinamento em VR fracassam se apoia nessa análise, e uma página que lista as nossas fontes lista essa também.

Nossa regra: ou temos a fonte primária, ou não publicamos.

Antes de qualquer estatística aparecer neste site, em nossos documentos ou apresentações, buscamos a fonte primária e lemos a frase em que o número está inserido. Derivações são identificadas como nossas. Números datados carregam o ano. Números de blog de fornecedores que não podem ser rastreados são descartados na revisão. E mesmo que seja um número famoso, se não passar na verificação, não o utilizamos. Dá mais trabalho? Sim. Mas é também por isso que você pode encaminhar qualquer coisa desta página sem precisar conferir antes.

Os números servem para começar a conversa.

Fale com um especialista sobre o que esses números significam para a sua operação. Pessoas de verdade, experiência de campo real. Nada de chatbots.